• Junior Valverde

EM TEMPOS DE INOVAÇÃO, AS VEZES É PRECISO DESACELERAR... IGUAL AO RUBINHO! DESCUBRA O POR QUÊ?


É preciso ser, em algumas situações, como o Rubinho. A velocidade há muito é vista como uma marca registrada de empresas inovadoras. Mas talvez seja a hora de uma abordagem diferente! Que tal descobrir agora como a inovação lenta pode te ajudar a gerenciar seus projetos em um mundo de alta velocidade?


Sejamos realistas! Vivemos numa época em que esperamos que tudo seja feito rapidamente. Elogiamos o velocista mais rápido, ansiamos pelos carros de corrida mais rápidos, esperamos o serviço mais rápido e exigimos o Wi-Fi mais rápido. Mas por que estamos tão entusiasmados com a velocidade? E o primeiro ou o mais rápido sempre equivale ao melhor?


Psicólogos e filósofos acreditam que, como humanos, somos viciados na dopamina que é liberada por picos de adrenalina quando somos colocados em uma situação de luta ou fuga. E que a invenção do automóvel nos deu um gostinho da velocidade que inerentemente ansiamos.


E não é diferente no mundo dos negócios. Velocidade e crescimento se tornaram os deuses do Vale do Silício, com ‘mova-se rápido e quebre as coisas’ como seu mantra principal. Esse conceito de crescimento a todo custo é menos arriscado para marcas disruptivas do que para grandes gigantes corporativos. No entanto, ele se infiltrou nas salas de conferências.


A maioria das empresas hoje começou a abraçar essa necessidade de velocidade pulando em novas maneiras de trabalhar, inspiradas na cultura de startups, como Design Sprints, Accelerators e Hackathons.


O problema não é a velocidade dessas técnicas (que realmente amamos e praticamos por nós mesmos), mas sim, à medida que se tornam mais populares e amplamente acessíveis, há uma chance maior de serem mal utilizadas. Como diz o ditado, não existe solução mágica para inovação. Uma abordagem rápida que é mais "teatro de inovação" do que impacto não resolverá todas as preocupações de sua empresa.


Armadilhas de velocidade de inovação


Na realidade, ir rápido demais tem seu lado negativo. Ao inovar muito rápido, você pode se encontrar à frente do tempo. É por essa razão que, talvez, a inovação lenta está tendo um momento, inclusive em momentos de pandemia. Então, por que não abraçar ir devagar?


Em muitas culturas, "lento" é visto como um palavrão, com conotações de ser preguiçoso, preguiçoso ou desistir. Mas lento não precisa significar ineficaz. Não devemos confundir atividade com realização.


Na realidade, algumas das empresas mais bem-sucedidas de nosso tempo dominam esse conceito de 'inovação lenta'. A Apple é famosa por não inventar novos produtos, mas sim por aperfeiçoá-los (por exemplo, o MP3 player original foi realmente criado pelo em 1998, com o Apple iPod chegando às prateleiras em 2001).


A Apple também joga com velocidade adicionando atrito ao processo de obtenção de seus produtos, com muitos consumidores esperando durante a noite na fila para colocar as mãos no lançamento mais recente. Posteriormente, os consumidores valorizam ainda mais aquele produto, pois tiveram de investir mais tempo e esforço para obtê-lo.

Não julgue! Tente desacelerar...


Claro, você pode estar pensando: minha empresa não pode ir mais devagar quando se trata de inovação. Contudo, é a parte de execução da jornada que as empresas geralmente estão indo muito devagar.


Em vez de dedicar tempo para fazer a devida diligência no processo de inovação inicial, elas geralmente vão direto para a 'solução'. Isso envolve investir muito dinheiro e recursos em pesquisas de mercado para reforçar o pensamento empresarial em primeiro lugar.


Em vez disso, gostaria de propor o ato de deixar seu corpo e movimentos serem rápidos, mas mantenha sua mente em um ritmo elegante e razoável. Isso tira a imprudência e a impulsividade cega da velocidade e as traduz em algo mais saudável: rapidez habilidosa. Ou seja, “apressar-se aos poucos”.


Aqui estão três maneiras pelas quais você pode fazer exatamente isso:


1. RETARDAMENTO PARA A TOMADA DE DECISÕES


Com demasiada frequência, forçamos as soluções para o mercado, sem parar para considerar se ainda estamos no caminho certo ou se o mundo em que operamos mudou desde que o briefing foi feito.


Quando se trata de inovação lenta, a chave é criar espaço em seu processo para fazer uma pausa e refletir sobre a mudança de contexto. Você pode fazer isso reestruturando a governança como um momento para desafiar o pensamento, não para compartilhar atualizações sobre o progresso ou para “vender” ideias.


Recomendo facilitar a discussão em pontos-chave no funil de inovação para debater se uma solução deve “pausar, girar, matar, perseverar” de acordo com uma série de princípios orientadores. Ou experimente criar uma cultura de inovação confortável com o movimento para trás, não apenas para a frente.


2. RETARDAMENTO PARA PENSAMENTO EM TODO O SISTEMA


Outra oportunidade de praticar a inovação lenta é incorporar o pensamento sistêmico ao seu processo. O pensamento sistêmico é a capacidade de levar em consideração todos os impactos potenciais e efeitos em cascata que uma solução pode causar, olhando além das paredes da empresa e pensando em uma situação em todo o ecossistema.


Mapeie todos os atores e partes interessadas, internos e externos, e desenvolva planos de contingência para vencedores e perdedores, a fim de garantir a sustentabilidade de longo prazo de novas inovações.


3. RETARDAR PARA PENSAR MAIS PROATIVAMENTE


Finalmente, a maior oportunidade de abraçar o pensamento lento em sua empresa ou equipe também é indiscutivelmente a mais difícil. Reserve um tempo para verificar regularmente os sinais de mudança em um esforço para identificar oportunidades à medida que surgem, não apenas reagindo a elas quando se tornam grandes demais para serem evitadas.


Isso requer uma mudança de comportamento, começando pelo estabelecimento de rituais que monitoram as mudanças no mundo exterior; isso permitirá que você mude sua estratégia de defensiva para ofensiva.


Agora pratique!


Já que você aprendeu um pouco sobre o conceito de desaceleração, encorajo você a praticá-lo por si mesmo, pois todos nós podemos usar um pouco de desaceleração neste mundo de alta velocidade.


Trata-se de equilibrar seu pensamento Tipo 1 (intuição) com o Pensamento Tipo 2 (lógica, análise e rigor). Dessa forma, você estará menos sujeito a erros, menos reativo e menos inclinado emocionalmente para novas inovações e, no final das contas, acelerará sua capacidade de executar mais rapidamente no final.


*Com informações da Board of Innovation


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