• Junior Valverde

LU, DO MAGALU, É UMA DAS INFLUENCERS NÃO-HUMANAS COM MAIS SEGUIDORES NO MUNDO


O nome dela não é Luiza e nem Lúcia! É apenas "Lu". Ela não é humana, mas é capaz de jogar games, realizar entrevistas com personalidades, explicar e comparar produtos, combater a fake news e vive dando dicas e truques. Com frequência, invade nossas telas estampando seu belo sorriso e simpatia nos anúncios da rede varejista Magazine Luiza. Lu, influencer digital do Magalu, acaba de atingir 25 milhões de seguidores: e quer muito mais!


O mundo dos influenciadores nas mídias sociais é diferente de qualquer outro; imagem é tudo e o número de curtidas e seguidores se traduz em bilhões de dólares. Embora seja pouco conhecida no exterior, por aqui ela já faz sucesso há anos.


Com quase 25 milhões de seguidores nas redes sociais - mais de cinco milhões apenas no Instagram - ela é, de longe, a influenciadora não-humana mais famosa do mundo. Suas conquistas estão estampadas em grandes reportagens sobre Marketing & Inovação.


No Brasil, já figura entre as dez influenciadoras mais seguidas do país - as outras nove são todas de carne e osso. Sua conta TikTok, onde ela pega os últimos memes - movimentos de dança virais, entre outras novidades), ganhou mais de um milhão de seguidores em seu primeiro mês, dando a ela a distinção de ter a conta TikTok de crescimento mais rápido em todo o planeta.


Lu é a ideia de Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza, conglomerado brasileiro diversificado com uma dúzia de marcas voltadas para o consumidor, incluindo Magalu, um dos maiores varejistas de grande porte do país, com mais de 1.300 lojas físicas espalhadas por todo o país.

A criação de Lu foi executada em 2003, quando o espaço de e-commerce estava começando a dar sinais de que poderia eventualmente se tornar uma opção viável para as vendas tradicionais de tijolo e argamassa. Trajano percebeu que a loja online da empresa precisava de alguém - ou algo - para preencher o vazio normalmente ocupado pelo vendedor na loja.


Foi dessa forma que Lu foi inicialmente concebida: associada de vendas em partes iguais e especialista em tecnologia para a loja online de Magalu. No entanto, com o passar do tempo, sua função se expandiu continuamente; ela agora tem sua própria redação no relatório anual da empresa, dá entrevistas e publica até selfies com as principais celebridades.


Em entrevista recente ao site americano Observer, membros da empresa comentaram o que consideram um dos ativos mais valiosos da marca. Se Trajano é o pai de Lu, então pode-se pensar em Aline Izo como sua "mãe adotiva". A executiva orienta uma equipe de designers 3D, programadores e profissionais de marketing que cuidam meticulosamente de cada aspecto desse influenciador em demanda.


Desde atualizar periodicamente o estilo de cuidado das sobrancelhas de Lu para acompanhar as últimas tendências de beleza até a curadoria de seu feed do Twitter, Izo e a equipe são os cérebros e a personalidade por trás do não humano mais famoso do Brasil.

“Somos responsáveis ​​pela humanização do Lu”, comentou Izo, de trinta e poucos anos, em entrevista ao Observer. “Lu tem milhões de fãs e quando ela se posiciona sobre algo - por exemplo, conscientizar sobre violência doméstica ou se levantar e defender os direitos LGBT - as pessoas prestam atenção", explicou.


"Aqui no Brasil, Lu não é um truque de vendas; Lu é um influenciador no verdadeiro sentido da palavra; Lu pode mover a agulha em questões importantes na sociedade”, completa. Um exemplo em questão é que, em 2020, nos primeiros dias da pandemia, Lu lançou uma série de vídeos e postagens no YouTube sobre os perigos das notícias falsas e onde se deve recorrer se estiver preocupado com a qualidade das informações que estão receber sobre o vírus.


A famosa não humana tem sido igualmente franca em questões de equidade racial, mudança climática e uma série de outras questões progressistas que refletem os costumes culturais da liderança da empresa.


Talvez seja por isso que Lu é considerada por muitos como um vislumbre do futuro da influência social; ela não apenas incorporou com sucesso um ethos corporativo, mas também trouxe uma marca extensa para uma escala humana. E embora os brasileiros saibam perfeitamente que Lu não é uma pessoa real, ela se tornou uma das vozes mais queridas e confiáveis.

Os embaixadores virtuais da marca parecem ser uma tendência inevitável no mundo da publicidade. Ao contrário de Paris Hilton, Charli D’Amelio ou Saweetie, as marcas nunca terão que se preocupar com as travessuras fora de campo de um influenciador virtual ou momentos embaraçosos no site de fofocas TMZ. Os não humanos também nunca ganharão peso ou envelhecerão - a menos, é claro, que seus criadores assim o desejem.


O sucesso de Lu não só inspirou outras grandes marcas brasileiras a experimentar seus próprios avatares, mas também os profissionais de marketing de marcas internacionais em todo o mundo. Até mesmo grandes marcas terceirizadas como a Adidas procuram contratar Lu para ajudá-los a impulsionar seu próprio envolvimento com o consumidor.

O fato de Lu ser um produto do Brasil é uma prova positiva de que embora a primeira geração de mídias sociais tenha sido solidamente uma invenção americana, exportada para todo o mundo, a próxima geração - a geração não humana - pode muito bem nascer no exterior.


Conheça 5 fatos sobre a Lu, a influencer digital não-humana do Magazine Luiza:

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