• Junior Valverde

PREPARE-SE: AS 10 PRINCIPAIS TENDÊNCIAS GLOBAIS DE CONSUMO PARA 2021 (INCLUSIVE PÓS-PANDEMIA)



A pandemia alterou para sempre o comportamento dos consumidores. O que valorizamos, como consumimos e onde gastamos nunca mais será o mesmo. As empresas que exploram e entendem essas mudanças podem agir agora para melhorar o desenvolvimento de produtos e serviços, empregar táticas de marketing mais fortes, conquistar a fidelidade do cliente e se preparar para o que vem por aí.


Busca por locais ao ar livre, obsessão por produtos de higiene e limpeza e mistura entre modelos físicos e virtuais. São algumas das tendências apontadas pela Euromonitor International, consultoria global de pesquisa de mercado, em seu relatório anual de tendências de consumo para 2021.


Segundo a consultoria, os consumidores acreditam que é "hora de construir um futuro melhor". "As empresas devem colaborar para a criação de um mundo mais sustentável, contribuindo para a solução da desigualdade social e dos danos ambientais", diz o relatório.


Além disso, os consumidores querem mais conveniência, espaços ao ar livre e que as empresas os ajudem em questões do dia a dia, como o apoio entre vida pessoal e profissional.


Confira as 10 principais tendências globais de consumo apontadas para 2021:


1. Refúgio ao ar livre:


Locais abertos serão refúgios para os consumidores confinados. Como o trabalho remoto está se transformando no novo normal, sair da cidade para passar um tempo no campo é uma ideia interessante. “As pessoas pretendem se reconectar com a natureza e buscar locais ao ar livre para o lazer e para uma ‘socialização segura’", destaca o estudo.


“As empresas devem adaptar sua estratégia de desenvolvimento de produtos para abranger a tranquilidade da vida rural em ambientes urbanos e, assim, atender melhor aos insatisfeitos com as cidades”, acrescenta.


2. Mistura dos mundos físico e virtual


O modelo híbrido, formado pelos mundos físico e virtual, já é realidade. As empresas devem integrar processos virtuais nos espaços físicos, para oferecer uma nova possibilidade aos consumidores que preferirem ficar em casa. A oferta de experiências virtuais nos lares ainda é crucial para impulsionar vendas online (e coleta de dados).


“As empresas já estão oferecendo novos produtos via delivery, bem como serviços virtuais que replicam experiências do mundo exterior. As marcas poderão oferecer soluções novas e existentes, tanto de forma presencial quanto virtual, para chegar a um público maior, garantindo serviços como agendamento de consultorias de compras por videoconferência, experiências de viagens em realidade virtual e uso de inteligência artificial (IA) na produção de cosméticos, bebidas e outros itens personalizados”, informa a Euromonitor.


3. Usar melhor o tempo


Os consumidores precisam ser mais criativos com a distribuição do tempo. As empresas devem propor soluções que atendam ao desejo do consumidor de otimizar seu tempo, oferecendo uma maior flexibilidade, especialmente com relação a produtos e serviços acessíveis a partir da casa do cliente, ou em sua vizinhança.


“Este novo nível de flexibilidade mudará o modelo de operação das empresas, que precisarão adotar uma cultura de serviços disponíveis 24 horas. As empresas devem observar a forma como os clientes alocam seu tempo para posicionar melhor os produtos e serviços atuais e desenvolver novas soluções. Este novo mercado potencial, baseado na disponibilidade de mercadorias e serviços 24 horas por dia, pode ser lucrativo para as empresas”, destaca o estudo.


4. Crise na Política


Preconceitos e desinformação estão causando uma crise de confiança. Desconfiar dos líderes agora é a regra. Para aproveitar esta tendência, as empresas deverão realizar ações de marketing mais precisas nas redes sociais e no mundo dos games, dando voz aos consumidores e pressionando as plataformas, como Facebook, Twitter e Youtube, a combaterem a desinformação.


“A desconfiança generalizada com relação à mídia e ao conteúdo da internet indica que as empresas têm a chance e a obrigação de orientar seu marketing para o combate à desinformação. Os consumidores querem ter acesso aos fatos e esperam iniciativas das marcas neste sentido”, informa.


"Em 2020, 37% dos consumidores compartilharam seus dados para receber ofertas personalizadas. Ações de marketing mais precisas nas redes sociais e no mundo dos games serão essenciais para a navegação das empresas em 2021”, acrescenta.


5. Obsessão por segurança sanitária:


Há um novo movimento pelo bem-estar. O medo do contágio aumentou a demanda por produtos de higiene e estimulou os consumidores a buscar soluções que não requerem contato físico. As empresas devem implementar inovações e medidas de segurança voltadas para diminuir as preocupações dos consumidores.


“As necessidades dos consumidores evoluirão da higiene básica para a saúde geral. À medida que os consumidores recorrem às suas necessidades, uma marca com uma imagem confiável e que transmita segurança será um ativo intangível para as empresas”, aponta a Euromonitor.


6. Bem-estar psicológico: abalados e reflexivos


A pandemia reformulou o cotidiano, testando a resiliência psicológica das pessoas. Os consumidores agora têm uma nova compreensão sobre si mesmos e buscam uma vida mais plena, equilibrada e melhor. As empresas deverão fornecer produtos e serviços que auxiliem na promoção do bem-estar psicológico e que ajudem os consumidores a lidarem com circunstâncias adversas.


“As rápidas mudanças que ocorreram em 2020 deixarão cicatrizes marcantes. Os consumidores continuarão preferindo soluções holísticas às específicas quando zelarem pela sua saúde mental. Ameaçados por riscos existenciais, como desemprego e orçamentos mais apertados, os consumidores escolherão produtos e serviços que possam ajudá-los a encarar crises e eventos radicais no futuro”, destaca.


“Haverá uma grande demanda por produtos e experiências baseadas em autoaperfeiçoamento, desenvolvimento de habilidades, equilíbrio e resiliência financeira mesmo com o fim da pandemia. As empresas devem comunicar como seus produtos atendem aos clientes em um mundo onde os consumidores dedicam cada vez mais tempo a si mesmos”, acrescenta o estudo.


7. A ordem é PECHINCHAR


Consumidores estão cautelosos e moderados. Os gastos com supérfluos estão diminuindo. Agora, eles querem produtos e serviços com um maior valor agregado e alinhados às medidas sanitárias.


As empresas deverão oferecer opções acessíveis, sem redução da qualidade. Histórias que despertem empatia e que tenham ligações com saúde, autocuidado e bem-estar psicológico estarão em alta.


“Não existe uma abordagem aplicável a todos os casos. As marcas devem encontrar soluções inovadoras para recuperar valor e otimizar a equação preço-valor. Conveniência, maior presença online, entregas rápidas e serviços complementares são opções ao alcance das empresas para atingir este resultado. Um plano promocional focado em insights e adaptado para a realidade local aumentará o retorno sobre o investimento”, afirma a Euromonitor.


8. Novos espaços de trabalho


A expressão "fora do escritório" ganhou um novo significado. A tendência influenciou vestuário, gastos com tecnologia e hábitos alimentares, por exemplo. As empresas precisarão apoiar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e atender às necessidades de produtividade e de comunicação.


“As empresas que se saem melhor com escritórios lotados terão que adaptar seus modelos, trocando cidades populosas por subúrbios e adotando sistemas de vendas online e delivery. Poderão surgir questionamentos sobre privacidade quando as empresas passarem a monitorar os funcionários que trabalham remotamente”.


“As companhias devem transmitir aos consumidores um sentimento de integração e conexão por meio de comunicações digitais interativas. Tecnologias avançadas podem ajudar empresas e consumidores a manterem o nível de produtividade que apresentavam no escritório convencional”.


9. Sustentabilidade


Consumidores esperam iniciativas orientadas por propósitos, que apoiem a sustentabilidade.


As marcas que se dedicarem à reconstrução de um mundo mais verde e mais justo ganharão não apenas uma vantagem competitiva, mas também a licença social necessária, ou a confiança da sociedade, para operar.


As empresas cada vez mais trocarão as estratégias centradas no lucro pela participação no movimento focado nos propósitos. Dessa maneira, a empresa desenvolverá sua resiliência, a reputação de marca e seu valor financeiro.


10. Adaptação das empresas


Há uma grande pressão para que as empresas adaptem rapidamente suas operações, desenvolvendo uma experiência do cliente mais resiliente enquanto preserva os níveis de conveniência. As empresas devem manter a agilidade e a continuidade da jornada de compra em todos os canais.


As companhias podem economizar tempo, repor os estoques e efetuar entregas usando reservas, códigos QR e identificando períodos de alta e baixa demanda, entre outras iniciativas, sempre atendendo às novas rotinas de consumo. Produtos e serviços baseados em soluções impulsionarão esta tendência.


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